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As redes de e-duc@ção  e a cidadania :
mídia , conhecimento e os caminhos do virtual

Marcio Vieira de Souza *

 

* É formado em Comunicação Social pela UNISINOS-RS, Mestre em Sociologia Política e Doutor em  Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É professor da Universidade do Vale do Itajaí- SC (UNIVALI-SC) e  do Instituto de Ensino Superior da Grande Florianópolis- IES. Coordena e é líder (CNPq) do GEAD- Grupo de Pesquisa em Educação à Distância da UNIVALI-SC.

Resumo:
Este trabalho tem como meta estudar o conceito de “redes” em variados aspectos, refletindo sobre a importância e influência do mesmo nos contextos educacional, organizacional e de comunicação no século que se inicia. Discute o fenômeno da educação a distância mediada por computador e as perspectivas da inclusão digital e sua importância para a cidadania.

ABSTRACT:
This work intends to study de concept of “networks” in several aspects, reflecting on its importance and influence on the education, organizational and communication contexts in the upcoming millennium.

Palavras-chaves:  redes, educação , comunicação, Internet, exclusão digital, cidadania

 

Exclusão digital no Brasil : desafios e perspectivas

O mais completo estudo elaborado sobre a exclusão digital no Brasil estima que quase nove em cada dez brasileiros não têm acesso a computador ou Internet . O "Mapa da Exclusão Digital" - resultado de uma parceria entre a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Comitê para Democratização da Informática (CDI), expõe o apartheid digital no país, onde um quarto dos habitantes do Distrito Federal tem computador doméstico e 98% dos maranhenses são excluídos. O mesmo estudo aponta vias eficientes para erradicar mais essa brutal diferença do país que é campeão em desigualdade: políticas voltadas à inclusão digital dos empobrecidos. Existe uma luz no fim do túnel: a cada quatro meses, um milhão de brasileiros passa a ter um computador em casa. Porém, o forte ritmo de expansão da tecnologia, da indústria cultural e da comunicação, não deve mascarar o grande fosso entre os que tem acesso e os que estão a margem da era digital. (FGV/CDI,2004)

Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontam que, no mundo, apenas 5% da população (305 milhões de pessoas) têm acesso à Internet, assim distribuída: Estados Unidos e Canadá (44,9%), Europa (27,4%), Ásia (22,6%), América Latina (3,5%), África (0,6%). Segundo o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, autor do livro Exclusão digital - A miséria na Era da Informação: "Nosso planeta é tão desigual que a Ilha de Manhattam, sozinha, tem mais linhas telefônicas do que todo o continente africano".  Outros dados do economista americano Jeremy Rifkin: 40% da população mundial continuam sem tomada na parede, e 65% nunca deram um telefonema sequer. (1999) No Brasil, o quadro de exclusão é semelhante. A desigualdade econômica do país aparece nas estatísticas do mundo digital: só 12,46% têm computador em casa e 8,31% dispõem de acesso doméstico à Internet. Os indicadores sócio-econômicos que fazem do Brasil uma das quatro nações mais injustas, se refletem no chamado mundo digital. Apenas 12,46% dos brasileiros têm computador em casa e somente 8,31% dispõem de acesso doméstico à Internet. Uma estatística dramática que coloca quase nove em cada dez habitantes no índice da exclusão digital.  Desse total, 80% pertencem às classes A e B.

Neste país contraditório, onde quase cem milhões de eleitores votam eletronicamente, onde grande parte da população acerta as contas com o Imposto de Renda pela Internet e que possui um dos sistemas financeiros mais informatizados do mundo, o alto índice de exclusão digital contrasta com o ritmo acelerado de expansão da informática. Dados recentes do IBGE apontam o número de habitantes com computadores domésticos chegando a 27 milhões de brasileiros. A cada quatro meses, um milhão de brasileiros passam a ter computador em casa. A taxa de incluídos digitais cresceu significativamente nos últimos anos. O número de pessoas com acesso ao computador aumentou em 50%. Passou de 10% para 15% entre 2000 e 2002. A exclusão digital caminha junto com a social, atingindo as pessoas de menor escolaridade, os negros e os moradores das áreas geográficas menos desenvolvidas do país. Entre os negros, apenas 4% têm computador em casa. Já entre os brancos, o percentual sobe para 15,14%.

Alternativas e perspectivas para a inclusão digital


O relatório do PNUD reconhece a inclusão tecnológica como um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento humano. Nos últimos anos, o número de doações de computadores a escolas e organizações do terceiro setor cresceu muito, graças à renovação do parque tecnológico de grandes corporações multinacionais presentes no país e também graças à mobilização da sociedade civil que exige responsabilidade social do mundo empresarial. Essas empresas ganham de diversas formas: desocupando espaço físico, tendo benefícios fiscais e fazendo marketing social.(PNUD,2002)

Na iniciativa pública, a exclusão digital não tem sido combatida a contento, principalmente devido ao desvio da finalidade do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST). O FUST arrecada 1% do faturamento bruto das empresas de telecomunicações, como forma de redução de impostos com a finalidade de combater a exclusão digital. Infelizmente o FUST ainda não tem sido usado adequadamente para o fim que foi criado, mas o governo federal tem prometido através do ministério das comunicações corrigir esse problema. Algumas prefeituras tem criado alternativas, a exemplo de Porto Alegre, que têm adotado o uso do software livre - também chamado de código aberto - nos órgãos públicos e na rede oficial de ensino como estratégia de democratização da informática e do conhecimento.

Na iniciativa privada, a experiência de inclusão digital  mais significativa é a do movimento que se denomina Comitê para a Democratização da Informática (CDI). A ONG fundada no Rio de Janeiro em 1995 pelo empresário Rodrigo Baggio, já capacitou 263 mil pessoas de baixa renda, em 617 Escolas de Informática e Cidadania (EICs) localizadas em 10 países, sendo que 92% dos atendidos são brasileiros, em 19 estados. Nas escolas, além de noções básicas de informática, os alunos aprendem noções de cidadania. O projeto político-pedagógico implementado nas escolas do CDI é inspirado no pensamento do educador Paulo Freire. A previsão do CDI para 2007 é de ter 3 mil escolas e 45 mil computadores, formando um milhão de alunos anualmente.

A e-ducaç@o contra a exclusão digital

O estudo do CDI e da FGV  mostra  ainda que quanto maior o nível educacional, maior é a chance de ter acesso a computador e Internet. Dos que possuem 12 anos de estudo ou mais, 30,54% têm computadores. Entre os que têm nenhum ou menos de um ano de instrução, 95,94% não têm acesso a computadores. Esse grupo corresponde a 25% da população brasileira.  O crescimento da educação a distância ( EaD) tem acontecido de forma exponencial no Brasil, principalmente a EaD mediada por computador. O governo federal tem percebido este movimento da sociedade e através do MEC tem criado setores com responsabilidade sobre esse fenômeno educacional. Para a maioria dos pesquisadores da área, a chave para a informatização e o desenvolvimento tecnológico do país está na educação, como afirma o pensador da cibercultura  Pierre Lévy.  Para ele, os números da informatização apontados pelo IBGE no censo 2000 são animadores. ''Para a inteligência coletiva, o principal obstáculo à participação não é a falta de computador, mas o analfabetismo e a falta de recursos culturais''.

 O Brasil é um dos países do mundo onde a Internet mais cresce e é o oitavo em conexões. (NUA Internet Survey e Data Folha,1999). Na Era da Globalização e da Sociedade da Informação, possui tecnologia multimídia e sociedade de consumo maiores que muitos países considerados desenvolvidos.

Há cada 18 meses duplica o crescimento da rede e da tecnologia de informação, o que indica que a educação brasileira não pode prescindir das novas tecnologias da informação. Na nova sociedade do conhecimento a TIC (tecnologia da Informação e comunicação) acelerou drasticamente e melhorou o processo de compartilhamento do conhecimento.(Ayala II)
Muitos ainda tem restrições ao uso da Rede ( Internet, WEB) e é verdade que questões contraditórias que estão dialéticamente colocadas na sociedade como um todo, também estão presentes nela: direitos humanos e racismo,  feminismo e machismo, educação sexual e pornografia. Porém, nos oferece dados interessantes pesquisas realizadas nos Estados Unidos - onde a rede possui maior capilaridade: do universo pesquisado de usuários da Internet, em  60% das mulheres e 51% dos homens, a  troca de mensagens via rede, melhorou contatos com os familiares, 71% das mulheres e 61% dos homens melhorou o relacionamento com  os amigos. E talvez o dado mais importante:  24 milhões utilizaram  a rede para  localizar parentes e amigos com os  quais já tinha perdido contato. ( Pew Internet, American Life project,2000)

 Estes dados nos levam a considerar a observação de Ayala de que "à medida que as novas tecnologias de comunicações e os computadores ficarem cada vez mais sofisticados, as comunidades do conhecimento prosperarão em todo o mundo." (Ayala II).

Com isso, acreditamos que está surgindo a e-ducaç@o, ou seja, a educação on-line, que tem como base a Internet, como ferramenta e lógica de trabalho,  acesso a informação, conhecimento, comunicação e método de aprendizagem. Este é o  tipo deeducaç@o que  terá na Internet 2, com sua banda larga e a sua potencialidade multimídia, uma enorme possibilidade interdisciplinar.  Segundo Peter Drucker, pensador da administração, a maior Revolução trazida pela Internet será o Ensino a Distância para adultos; e a  e-ducação (o ensino on line) representa a possibilidade de países pobres avançarem aos saltos.  A  e-ducaç@o está trazendo novas alternativas de informação e comunicação e novos mercados e alternativas de trabalho.

Esses dados nos ajudam a pensar o futuro da e-ducaç@o no Brasil. Como vimos, no ensino fundamental, há muito o que fazer, mas no ensino médio, apesar das limitações, parece que lentamente, através de diversos programas , como por exemplo o PROINFO do MEC, as coisas começam a mudar: 22% das escolas públicas de ensino médio já tem acesso à Internet e 66% tem laboratório de informática, número superior às escolas particulares (22%). Além disso, 82,2% das escolas tem biblioteca (INEP,1999). Porém, sabemos que ainda é muito pouco. O computador chega às escolas, mas as atividades são mínimas : na rede privada, aluno faz software, na pública espera o acesso a Internet. O laboratório já existe, mas na maioria das vezes é subtilizado e somente para cursos de informática e não inserido como prática cotidiana das aulas. Muitas coisas estão surgindo rumo a e-ducaç@o, mas muito ainda há por fazer. 
A educação a distância cresce vertiginosamente no Brasil. As universidades públicas estão investindo em um consórcio nacional, a UNIREDE, que já está apoiando  projetos da TV Escola e PROINFO na área de metodologia e formação, justamente as áreas mais carentes e importantes deste processo em curso. As universidades privadas não estão ficando para traz, investem na Internet e na educação a distância e um grupo delas criou a Universidade Virtual Brasileira (UVB). A  UVB é uma rede de cooperação universitária voltada para a pesquisa, o desenvolvimento de sistemas, infraestrutura e criação de estratégias pedagógicas, visando a oferta de cursos por educação a distância e também já começou a atuar. Várias outras experiências importantes  de EAD  existem no Brasil, como o LED-UFSC (Laboratório de Educação a Distância da UFSC) que foi um dos projetos pioneiros no País. O LED- UFSC está ampliando sua atuação fazendo parte de um consórcio internacional, o VIAS, juntamente com MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) e possui ambicioso projeto de articulação global de educação a distância utilizando como principal ambiente a grande rede (Web) , a internet 2 e suas possibilidades futuras.

Podemos citar também como pioneiras experiências brasileiras de EaD a UNIVIR da Faculdade Carioca e a UNB ( Universidade Nacional de Brasília)  que já atuam a um bom tempo. A UNB cumpre  papel significativo na  articulação da UNIREDE.   Este " caldeirão"  virtual só está começando a ferver. Muitas iniciativas ainda irão surgir. Algumas redes vingarão, outras não. Tudo dependerá da gestão em comunicação e também administrativa, que cada grupo ou rede específica, dentro de suas conjunturas, optar e realizar. Porém uma coisa é certa: a e-ducaç@o veio para ficar. Ela não substituirá simplesmente a educação presencial, mas será uma poderosa ferramenta de apoio pedagógico e também uma grande alternativa para muitos que de outra forma não poderiam ter acesso a educação e ao conhecimento.

A rede está criando novos empregos e fazendo desaparecer outros. A informatização do sistema bancário é um exemplo de como milhões de empregos podem desaparecer, com a mudança de um sistema produtivo. Na área da comunicação e da informação novas profissões  e cursos universitários estão surgindo todo dia. O jornalismo digital é  uma das áreas promissoras nesta nova era e as universidades e cursos que não se atualizarem ficarão defasados. Especialistas em conteúdos, em conhecimentos nas mais variadas áreas, terão oportunidade na rede, trabalhando prioritariamente através do teletrabalho, ou seja on line. Estão surgindo várias novas profissões e outras estão sendo revigoradas e reformuladas,  como WeB designer,  Designer multimídia, Jornalista digital e áreas como: Tecnologia da Informação,  Design Gráfico, Engenharia da computação, Engenharia do Conhecimento,  Ciência da computação, Ciência da informação/ Biblioteconomia, Mídia digital entre outras. Haverá ainda muita mudança de rótulos, funções e habilidades neste processo de aquisição de competências. (BLATTMANN, RADOS, FRAGOSO, 2003, p.79)


A e-duc@ção e a gestão das redes de comunicação


A e-duc@ção só é e será possível através das redes. As  Redes enquanto enfoque de redes tecnológicas de comunicação e enquanto enfoque de redes humanas e sociais. Podemos  pensar  no conceito de redes, levando em consideração os vários níveis fractais, possíveis de uma rede.  O nível de uma rede neural, onde um indivíduo pensa com seu bilhões de neurônios, ou mudando de nível fractal, podemos ter duas pessoas formando uma rede em dyad, onde os dois nós de comunicação são as pessoas que formam o canal desta rede. Mudando novamente  de nível, podemos imaginar uma família, ou uma sala de aula, onde um número relativamente pequeno de pessoas formam uma rede de comunicação direta. Pensando em um nível fractal maior, podemos considerar essa sala de aula como parte de uma escola, sendo que agora a sala se torna um apenas um desta nova rede. Através deste raciocínio podemos imaginar outros níveis fractais maiores: escolas municipais, estaduais e nacionais, cidades, estados, países, continentes, planetas e universos. (TIFFIN&RAJASINGHAM,1995).

Sendo assim, em  nível social e político, a sociedade contemporânea tem trabalhado o conceito  de rede  em várias esferas e contextos. Atualmente,  na era da informação ou do conhecimento: a economia, a sociedade e a cultura esta sendo estudada como uma sociedade em rede (CASTELLS,1999). Muitas áreas de estudo tem trabalhado esse conceito, entre elas  a área organizacional, administrativa e empresarial, onde vários autores utilizam a terminologia de rede. Temos nesta área trabalhos polêmicos, como a “Network  Marketing ” que são utilizados como um recurso de vendas “revolucionário” (POE, 1997), mas que estudos e investigações recentes mostram que estas são novas versões da velha  “rede em pirâmide” que de tempos em tempos, acabam iludindo um certo número de pessoas e explorando outras tantas. Mas também temos estudos sérios na área administrativa que vêem a atividade como uma “rede de informações” e trabalham como “teamnets” (LIPNACK&STAMPS,1994), ou  estudos que analisam as empresas em sua atual forma organizacional em formato de redes (SANTOS, Maria João,1999) e também trabalhos com ênfase geográfica sobre as redes urbanas e redes de telecomunicações, com uma interface ligada a gestão da comunicação. Porém, atualmente, a rede das tecnologias de informação e da comunicação  tem sido o carro chefe de qualquer análise da sociedade em  rede, tendo a Internet como área de estudo e trabalho.

As redes de movimentos sociais no processo de democratização da sociedade


Atualmente  vem se desenhando uma nova trindade  nas concepções de desenvolvimento: o Estado, o Mercado e  a Sociedade Civil (WOLFE, 1992). A professora Ilse SCHERER-WARREN relaciona as principais correntes teóricas do pensamento atual, no contexto da área de pesquisa dos movimentos sociais, através de duas tendências principais: uma, que trata a questão a partir  de uma relação dual - sociedade civil versus Estado; e outra, que considera uma relação tripartite - estado/mercado/sociedade civil.

Para Norberto BOBBIO, que segue a primeira tendência, a sociedade civil é o campo das várias formas de mobilizações, associações e organização das forças sociais, que se desenvolvem à margem das relações de poder que caracterizam as instituições estatais. Dentro desta visão, Calhoun (apud. SCHERER- WARREN, 1994)  distingue a sociedade civil por sua capacidade de associativismo e autodeterminação política independente do Estado. Estas associações, que podem assumir a forma de comunidades, movimentos ou organizações, advindas da igreja, de partidos ou de grupos de mútua ajuda, têm o papel de intermediação junto à instituição Estado.

A segunda tendência, que considera a relação tripartite Estado-mercado-sociedade civil,  aponta a sociedade civil como  integrante  de um terceiro setor, em contraste com o Estado e o Mercado e refere-se genericamente a uma ação, a entidades não-governamentais, independentes da burocracia estatal e sem fins lucrativos, independentes dos interesses do mercado. A própria noção de ONG (Organização Não-Governamental) tende  ser compreendida como parte deste setor.

Entretanto, Alan WOLFE, seguindo esta tendência tripartite, considera o terceiro setor como a própria sociedade civil, que denomina também de setor social. A noção de Wolfe de associativismo na vida cotidiana aproxima-se daquela de Tocqueville, incluindo-se aí a mútua ajuda, ações de solidariedade comunitária e familiar, além de ONGs e outros movimentos. Além disso, segundo este autor, altruísmo/gratuidade seriam outros  elementos  constitutivos da sociedade civil (SCHERER-WARREN, 1994, p.6).

A sociedade civil brasileira tem destacado uma outra trindade enquanto agente político na busca de articulação de redes de movimentos, na articulação entre organizações populares, no sentido  de formar um coletivo mais abrangente. Alguns agentes são oriundos do movimento sindical e  há ainda aqueles  que realizam um trabalho de mediação junto a movimentos populares através das ONGs (organizações não-governamentais) (SCHERER-WARREN, 1993, p.116). É dentro deste quadro conjuntural, que conta com  novos movimentos sociais, que surge nos anos 80 o Movimento pela Democratização da Comunicação no Brasil. Na década de noventa, estes  movimentos se caracterizaram pelo fortalecimento em forma de rede, as chamadas redes de movimentos. Segundo Ilse Scherer-Warren, “as redes de movimentos que vêm se formando no Brasil apresentam  algumas  características em comum: busca de articulação de atores e movimentos sociais e culturais; transnacionalidade; pluralismo organizacional e ideológico; atuação nos campos cultural e político” (ibid, p.199) 1. Podemos ainda acrescentar a horizontalidade como característica dessas redes de movimentos sociais no Brasil (SOUZA,1996).

As Redes físicas (tecnológicas) e as Redes  (de movimentos) sociais e a gestão em comunicação


É interessante notar que as redes das quais falamos até aqui são redes sociais, formas de organização humana e de articulação entre grupos e instituições. Porém, é importante salientar que estas redes sociais estão intimamente vinculadas ao desenvolvimento de redes físicas e de recursos comunicativos.  O desenvolvimento das novas tecnologias e  a possibilidade de criação de redes de comunicação, de interesses específicos,  técnicas, utilizando os mais variados recursos, meios e canais, são fundamentais para o desenvolvimento destas redes de movimentos sociais.

Podemos dizer que o conceito de gestão da comunicação tem atualmente um novo sentido com o desenvolvimento da multimídia, das novas formas interativas de acesso à informática, sendo que  as conferências, os sites na Web e as redes via computação representam o mais novo território de disputa e luta na sociedade.  As redes de movimentos sociais utilizam-se da possibilidade que oferecem as redes tecnológicas, de troca horizontal de informação, para fortalecer suas estratégias de conquista de espaço na sociedade, tanto quanto o mercado. Atualmente, muitas redes de movimentos sociais e culturais estão surgindo estimulados pelas redes informacionais e a partir de seu “locus”. Dialogicamente, o território, “o mar” das redes eletrônicas, está encontrando novos marinheiros  que começam a navegá-la. Especialistas em informática começam a  interessar-se pelas ciências humanas, cientistas sociais principiam a atuar em conferências informatizadas,  sindicalistas trocam informações e recebem dados via satélite e  todos  participam de redes de comunicação. É importante salientar que este fenômeno não acontece somente com as redes de movimentos sociais: como já falamos antes,  os agentes do mercado e do setor  estatal também estão entrando com força neste novo território .

 A extensão da Internet, (...) a facilidade de instalar sistemas conectados a ela (utilizando essencialmente programas de comunicação e controle  de domínio público) e a surpreendente eficácia com que realiza suas atividades fizeram com que grupos empresariais e  o mundo do mercado começassem a atuar na rede, até então um campo exclusivamente vinculado ao Estado e à sociedade civil (ibid,1995). A adesão de setores empresariais à Internet causou uma disputa acirrada de poder pelo controle  hegemônico da rede. Podemos dizer que nos últimos anos, foram os anos de consolidação da Internet comercial no Brasil. Ocorreu uma aliança entre o Estado e o empresariado, e o Ministério das Comunicações que  abriu o mercado para milhares de provedores comerciais surgindo um grande mercado, ocupado empresas, em aliança com o Estado.

            Rainer RANDOLPH, analisando as atuais transformações sociais e o surgimento de novas redes, observa que este processo ocorre em duas frentes: a primeira é na esfera privada, onde as transformações das empresas capitalistas ocidentais aglutinadas em redes estratégicas ocorrem sob o signo do LEAN Management, que representa um pacote de medidas de “flexibilização” e “emagrecimento” particularmente da grande corporação capitalista e que englobam uma gama heterogênea de novas relações entre formas de “empreendimentos econômicos”. A segunda frente acontece na  esfera pública, onde ocorrem modificações relativas ao relacionamento entre Estado e a Sociedade,  através da criação de redes de solidariedade, caracterizadas igualmente por uma grande diversidade de relações. Essas redes ganharam visibilidade e notoriedade maior com a proliferação das chamadas Organizações Não-Governamentais (ONGs) a partir da crise do Estado do Bem-Estar e da proliferação de propostas políticas neoliberais.

Em síntese, “tanto redes estratégicas como redes de solidariedade não apenas questionam a fronteira entre o quadro institucional e sistema mas a própria consolidação de duas esferas (relativamente) separadas de público e privado. Teríamos, então, transformações em duas  “direções”: tanto horizontal - com a reformulação e mutação das racionalidades comunicativa e instrumental - quanto vertical - com a redefinição de “espaços” privados e públicos nas novas sociedades” (RANDOLPH, 1993, p.4-5) 2 .

 Podemos dizer que esses questionamentos e mudanças de conceituação sobre  público e privado podem ser verificados com ênfase na disputa do chamado “ciberespaço” (espaço mundial de comunicação eletrônica) ou seja, o “mar” onde navegam os primeiros viajantes destas novas  tecnologias da comunicação. É importante salientar, porém, que no bojo do projeto das superrodovias da comunicação, desenvolvido pelo governo dos Estados Unidos, pode-se potencializar e desenvolver o espírito e o embrião já  experimentado pela Internet de convivência num espaço e espírito democráticos, “ou  podem simplesmente transformá-lo num grande mercado de serviços nas mãos dos grandes cartéis das telecomunicações” (AFONSO, 1994, p.13) .

A e-duc@ção e o movimento social da cibercultura


Pierre LÉVY na obra “Cibercultura”  sustenta a tese de que “a emergência  do ciberespaço é fruto de um verdadeiro movimento social, com seu grupo líder (a juventude metropolitana escolarizada), suas palavras de ordem (interconexão, criação de comunidades virtuais, inteligência coletiva) e suas aspirações coerentes. (1999,p.123). Acreditamos, como Lévy,  que  devemos entender que a democratização do ciberespaço e sua conseqüente contribuição para a democratização da sociedade como um todo não é simplesmente “ o acesso  a equipamentos informáticos”,  ou ainda “um acesso ao conteúdo”, nem um acesso a mídia , nem um simples acesso a informação, mas  sim um “acesso de todos aos processos de inteligência coletiva,(...) ao ciberespaço como sistema aberto de autocartografia dinâmica do real, de expressão das singularidades, de elaboração dos problemas, de confecção do laço social pela aprendizagem recíproca, e de livre navegação nos saberes”.( LÉVY,1999,p.196). Em outras palavras, só como uma educação integral, holística entendendo a e-ducaç@o como  a utilização da mídia, da rede, da WEB, como espaço de diálogo, de reelaboração das informações transformando o conhecimento em instrumento de CIBERCIDADANIA.

E-ducaç@o, cibercidadania e as ONGs


As organizações não- governamentais (ONGs) e suas redes de relações sociais,   utilizam a Internet para se comunicar e se organizar. Algumas destas redes podem ser conceituadas como Redes Vituais, ou organizações virtuais 3. O Prof. Luis Camarinha Matos define organizações virtuais como “uma rede (temporária) de organismos independentes, ligados através das tecnologias de informação, com vista a partilharem competências, recursos, custos e os espaços de intervenção de cada um.” (MATOS,1997). Estuda-se muito o fenômeno da virtualização a partir da ótica das redes de organizações comerciais e começa-se a estudar também as organizações governamentais e sua tendência a virtualização, as chamadas  “autarquias virtuais” (ibid,1997). O fenômeno da virtualização entretanto atinge toda a sociedade global. Desafios como a globalização econômica, diversificação dos produtos, blocos econômicos regionais, problemas ambientais, exigência de qualidade e controle  dos produtos levam a desafios específicos relacionados as redes e organizações virtuais como: normas para partilha e intercâmbio de informação (EDI), segurança, privacidade e autenticação de informações, coordenação das redes, formação e treinamento dos funcionários para novos papéis, definição de aspectos legais, entre outros (MATOS,1997). Algumas coisas mudam tão depressa que tornam a fronteira entre o hoje e o amanhã imprevisível. (ibid,1997)


A e-ducaç@o  e os caminhos do virtual

“Precisamos rapidamente humanizar a tecnologia antes que ela nos desumanize”. Esta frase do filósofo Martin Buber 4, que foi citada pelo neurologista americano Oliver Sacks durante entrevista concedida ao programa “Roda Viva”, da Rede Cultura de Televisão, pode muito bem demonstrar um dos grandes desafios da humanidade na  virada do milênio. A virtualização da sociedade se coloca com uma discussão fundamental para se pensar que mundo queremos e teremos no futuro próximo. “ A virtualização é o movimento pelo qual se constitui e continua a se criar a nossa espécie. No entanto, ela é freqüentemente vivida como inumana, desumanizante, como a mais aterradora das alteridades em curso. Ao analisá-la, ao pensá-la, ao enaltecê-la às vezes, tentei humaniza-la” diz  Pierre Lévy (1996,p.147), como se tivesse respondendo ao filósofo Martin Buber.

Vários pesquisadores têm trabalhado nesta perspectiva. Alguns, como Lee Li-Jen Chen e Brian Games da University of Calgary do Canadá, têm inclusive refletido sobre as dimensões da gestão da comunicação mediada por computador e a importância das organizações virtuais globais e dos agentes inteligentes utilizados no ciberespaço para o desenvolvimento da comunicação, do conhecimento e do progresso social. Desenvolvendo o conceito de “socioware” para a comunicação cibernética, levando em consideração o conhecimento e o processo social em organizações virtuais, eles descrevem várias formas de ferramentas de suporte na Internet e as categorizam em termos de modelo e “organismos cibernéticos”. Os autores demonstram como “o crescimento exponencial da Web e a crescente disponibilidade  de ferramentas e serviços colaborativos na Internet têm facilitado a criação de infra-estrutura, disseminação de conhecimento inovador, tais como: livrarias eletrônicas, jornais digitais, ambiente de descoberta de recursos, sistemas de co-autoria distribuída e comunidades científicas virtuais” (CHEN, GAINES,1997,p.5). Neste sentido, Lévy diz que devemos dar sentido à virtualização, inventando uma “nova arte da hospitalidade” e que “a mais alta moral dos nômades deve tornar-se neste momento de grande desterritorialização, uma nova dimensão estética, o próprio traço da criação”. ( LÉVY,1996,p.150) . A utilização destes elementos, da mídia e do conhecimento para uma educação transformadora, crítica, com uma concepção transdisciplinar, holística, visando o bem social,  reforçando a cidadania e a democracia, é o que chamamos CIBERCIDADANIA.  A e-duc@ção é um dos territórios de disputa da cibercidadania. Por tudo isso, e  acreditando que, como diz o professor Murilo César RAMOS ,  o cenário de luta já está armado, sendo que nós, como atores sociais, é que faremos o enredo da peça, termino este trabalho parafraseando o Prof. Pierre LÉVY:
“Bem-vindos à nova morada do gênero humano. Bem-vindos aos caminhos do virtual!” (1996, p.150)

 

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1O conceito de rede,  embora tenha sido incorporado pelas Ciências Sociais desde a década de 1940, vem se constituindo nos anos recentes num paradigma de análise bastante usado com significados diversos.Para saber mais, ver o texto  “Metodologia de redes no estudo das ações coletivas e  movimentos sociais” (SCHERER-WARREN, 1995a, 12p.).

2Rainer Randolph utiliza  aqui a conceituação de Habermas em  sua “Teoria da Ação Comunicativa”.

3 Para entender o conceito de virtual ver Pierre Lévy “O que é o virtual?”. Interessante trabalho onde o autor aprofunda os diversos tipos de desafios da  virtualização: filosofico (o conceito de virtualização), o antropológico ( a relação entre o processo de hominização e a virtualização) e o sócio-politico (compreender a mutação contemporânea para poder atuar nela).

4 Para saber mais sobre a obra e o pensamento de Martin Buber ler a obra “A intersubjetividade em Martin Buber” de Antônio Sidekum. Porto Alegre:UCS, 1979.

 

 

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